O Ecomuseu

Ribeira de Pena é um concelho de fronteira entre o Minho e Trás-os-Montes, onde se encontram o Alvão, o Barroso e o próspero vale do Tâmega. Fruto desta situação, possui um património rico e peculiar, de contrastes e simbioses que estão na origem de uma identidade muito própria caracterizadora da sua comunidade.


O Ecomuseu de Ribeira de Pena pretende preservar e divulgar o património cultural da comunidade ribeirapenense, assim como promover e dinamizar a ação cultural na sua região de implantação.










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sexta-feira, 16 de abril de 2021

Dia Internacional dos Monumentos e Sítios




No âmbito das comemorações do Dia Internacional do Monumentos e Sítios 2021, com o tema “Passados Complexos: Futuros Diversos”, celebramos este dia exclusivamente on-line dando a conhecer um dos ex-libris da arqueologia no concelho de Ribeira de Pena, a Estação de Arte Rupestre de Lamelas, classificado como Imóvel de Interesse Público.

Também conhecida como Eira de Lamelas, situa-se numa zona aplanada do pinhal de Lamelas que possui em toda a sua extensão uma diversificação de figuras com motivos esquemáticos, antropomorfos, ferraduras, serpentiformes, cruciformes, estrelas, figuras abstratas e figuras compósitas.

Esta rocha ao ar-livre com motivos gravados poderá situar-se cronologicamente no Neolítico final/ Calcolítico, em que a maioria das gravuras poderão ter sido feitas dentro do mesmo período cultural e cronológico, coexistindo entre si.

No imaginário popular ribeirapenense este local tem um significado místico e religioso onde os símbolos nos levam a um local ritualizado onde os povos da região acorreriam nas festividades do equinócio e do solstício, o que lhe terá atribuído algumas lendas pela tradição popular.

Poderá visitar este local seguindo o link: https://goo.gl/maps/pimcHQhDbs9xeZ5F7


sábado, 26 de setembro de 2020

JEP - Roteiros Virtuais: Roteiro Tesouros de Ribeira de Pena


O Roteiro Tesouros de Ribeira de Pena percorre o património cultural classificado no concelho, permitindo uma viagem pela história e pelo território ribeirapenense, revelando ao visitante pormenores de grande riqueza entre os maiores tesouros da região.





Conheça melhor este roteiro e os monumentos escondidos que ele ajuda a revelar.


Veja aqui as fotos

Veja aqui o vídeo

Saiba mais sobre cada local acedendo às fichas de visita



quarta-feira, 8 de julho de 2020

Menir de Pedra d'Anta em vias de classificação


Foi publicado em Diário da República o anúncio de abertura do procedimento de classificação do Menir de Pedra d’Anta, em Alvadia, no concelho de Ribeira de Pena, pela Direção-Geral do Património Cultural.

Este procedimento surge na sequência do pedido de abertura solicitado pelo Município de Ribeira de Pena junto da Direção Regional de Cultura do Norte no início de 2019, no âmbito do encerramento do Ano Europeu do Património Cultural.

O aviso agora publicado refere ainda que o menir e os imóveis localizados na zona geral de proteção, de 50 metros em redor contados a partir dos limites externos, ficam abrangidos pelas disposições legais de proteção em vigor. Refere ainda que “os interessados poderão reclamar ou interpor recurso hierárquico do ato que decide a abertura do procedimento de classificação, nos termos e condições estabelecidas no Código do Procedimento Administrativo, sem prejuízo da possibilidade de impugnação contenciosa”.

O Menir de Alvadia é um menir de grande dimensão, classificado como possível estátua-menir, localizado nas proximidades da aldeia de Alvadia, numa zona aplanada da Serra do Alvão. Possui mais de 4 metros de comprimento e um conjunto de gravuras rupestres nas faces, caraterísticas que o colocam no patamar cimeiro deste tipo de estruturas megalíticas no contexto da Península Ibérica. O menir encontra-se retirado da sua posição original, estando neste momento o Município a programar o seu futuro restauro e o regresso à posição vertical.






sexta-feira, 17 de abril de 2020

Museu da Semana 4 - Outros locais

 Além dos monumentos já identificados, existem no concelho de Ribeira de Pena outros locais classificados ou em vias de classificação que abordaremos de seguida.


Está classificado como Conjunto de Interesse Municipal o conjunto de Moinhos de Bustelo.
Localizado ao longo do Rio Lourêdo, junto ao limite com o concelho de Vila Pouca de Aguiar, este conjunto de moinhos é revelador da energia que caracteriza este curso de água. Composto por treze estruturas, apresenta várias baterias de moinhos aproveitando a orografia do terreno com o auxílio de pequenas levadas. Particularidades são a existência de um moinho com três mós, testemunho da capacidade produtiva de outros tempos, e a existência de um pisão, estrutura que permitia trabalhar a qualidade das mantas de lã com o auxílio da força das águas. Grande parte do conjunto encontra-se hoje em ruínas, preservando-se apenas dois moinhos ainda em funcionamento junto à aldeia de Bustelo, um dos quais conhecido como “Moinho do Povo”. A classificação do conjunto foi deliberada em Acta da Assembleia Municipal de 28-12-2007.

Encontram-se ainda em vias de classificação pela Direção-Geral do Património Cultural três locais do concelho de Ribeira de Pena.


Um desses locais é o Menir de Alvadia, também conhecido como Pedra d’Anta, localizado numa zona denominada de Veiga de Anta, próximo da estrada entre Alvadia e Macieira. Trata-se de um menir de grandes dimensões, com 4,30 metros de comprimento. Apresenta uma base rectangular desenvolvendo depois um corpo de duas faces que termina em forma elíptica. Encontra-se fora da sua posição original, vertical, tendo sido retirado há várias décadas com vista à reutilização da sua pedra. Actualmente apresenta-se deitado junto ao seu local de implantação original. Na face visível possui duas cruzes gravadas que não serão únicas no monumento. Este menir encontra-se num ponto importante de acesso natural entre a Serra do Alvão e o vale de Cerva, o que sugere uma função de ordenamento territorial. Próximo deste, a Noroeste, existiu um outro mais pequeno cuja pedra terá sido reutilizada. É também provável que tenham existido mais monumentos megalíticos nas proximidades, o que é indicado pelo topónimo de “Veiga de Anta” que designa o lugar onde hoje existe uma zona de cultivo.


Outro local é a Necrópole da Póvoa, situada na periferia Norte da aldeia da Póvoa. Trata-se de um conjunto de sepulturas escavadas na rocha granítica que terá constituído parte de um antigo cemitério de provável origem altimedieval. Num total de quatro exemplares visíveis, dois possuem ainda forma antropomórfica, ou humana, encontrando-se os restantes apenas parcialmente visíveis. Localiza-se junto a um caminho com marcas de rodados de carroças que foi parte da antiga estrada real de ligação entre o Minho a Trás-os-Montes pela Ponte de Cavês, rumo a Gouvães da Serra e ao Castelo de Aguiar. Este caminho foi a principal ligação da região, pelo menos desde a Idade Média até ao final do século XIX, altura em que é construída a atual E.N 206. Esta necrópole poderá ainda estar ligada à existência de um povoado Pré-Histórico nas proximidades que terá tido ocupação romana e que estará na origem da aldeia da Póvoa, muito anterior ao conjunto de casas dos séculos XVII e XVIII que caracterizam o actual povoado.


Também a Ponte de Lourêdo se insere neste grupo, hoje pouco utilizada devido à perda de importância do caminho que serve. No entanto, esse caminho serviu durante séculos quem pretendia deslocar-se entre Ribeira de Pena e Cerva, ligando os Seixinhos a Vilarinho, representando, a par com a ponte da Póvoa, a única forma segura de atravessar o Rio Lourêdo. De estrutura em pedra de granito, possui um tabuleiro em forma de cavalete, com a particularidade de, no lado de Vilarinho, o tabuleiro ficar direito por ligar a um nível superior do terreno. Possui um arco de grandes dimensões, em forma de ogiva e ligeiramente abatido com aduelas longas e estreitas. Possui guardas em pedra e o pavimento calcetado, onde ainda é possível visualizar as marcas profundas deixadas por séculos a servir de passagem a carros e carroças. De provável origem medieval, como atestado pela estrutura gótica e pela antiguidade do caminho que serve, preserva ainda uma paisagem bucólica que a envolve.

Merecem ainda referência os locais que estiveram já em vias de classificação, mas cujo processo foi encerrado sem resultar em qualquer medida de proteção.


Um destes locais é a aldeia de Limões. Localizada numa encosta do Alvão, na região Sul do concelho, a sua economia é fundamentalmente dedicada à produção agrícola e à pecuária. É sobretudo conhecida pelos seus linhos rifados, a que a tradição atribui grande riqueza decorativa e perfeição e que no passado terão estado entre os gostos mais nobres da região. Esta aldeia possui um núcleo central de casas em pedra talhada, algumas delas casas rurais de grande riqueza, em grande parte construídas nos séculos XVII e XVIII. Foi precisamente este núcleo que recebeu um procedimento de classificação como Conjunto de Interesse Público pelo então IPPAR. A origem do povoado, no entanto, será medieval, época que nos dá notícia de passagem no local de um caminho de ligação a Vila Real ao longo do qual se terá estruturado o povoado. A sua desclassificação deveu-se sobretudo a factores de ordem comunitária, relacionados com o bem-estar dos seus habitantes.


Outro local é a Ponte de Arame sobre o Rio Tâmega. Trata-se de uma construção datada de 1913 tendo a sua construção motivada pela necessidade de ligação entre as duas margens ao longo do Inverno, quando o caudal do Tâmega encobre as diversas poldras e açudes e torna a travessia por barca perigosa. Quando esta ponte foi construída, apenas existia nas proximidades um pontão entre Balteiro e Viela, o Ponderado, que facilmente fica submerso impedindo a ligação entre os habitantes das duas margens. Trata-se de uma ponte de madeira suspensa em cabos de arame retorcido, hoje reforçados por cabos de aço, com portais de pedra em ambas as margens. A sua travessia, devido a estas características, revela-se uma experiência inesquecível, complementada pela paisagem bucólica que o Rio Tâmega oferece. Foi uma travessia importante até à construção da nova ponte de pedra em 1963, cem metros a montante, que serve hoje a E.M. 312. De acordo com a lenda, a sua construção foi motivada pela falta de bacalhau por altura da Consoada, num ano em que o rio impossibilitou o seu fornecimento. Foi então engendrado um plano para a colocação de uma corda a ligar as duas margens, que possibilitaria o fornecimento do desejado bacalhau por meio de uma roldana. A tentativa de ligar as margens, no entanto, terá saído gorada pela falta de potência dos foguetes utilizados para lançar a corda, ou a falta de engenho dos intervenientes de então. Ex-líbris do concelho, encontra-se em trabalhos de relocalização devido à construção da Barragem de Daivões que irá em breve inundar este local.

Percorra aqui o roteiro completo.


quinta-feira, 16 de abril de 2020

Museu da Semana 4 - Os Imóveis de Interesse Público.


O concelho de Ribeira de pena possui no seu território quatro locais classificados como Imóveis de Interesse Público. São eles a Estação de Arte Rupestre de Lamelas, o Castro de Cabriz, o Pelourinho de Cerva e o Castro do Lesenho.



A Estação de Arte Rupestre de Lamelas localiza-se próximo da sede do concelho. Também conhecida como Eira de Lamelas, carateriza-se por um rochedo de grandes dimensões situado numa zona aplanada do pinhal de Lamelas que possui toda a sua extensão coberta de símbolos gravados na rocha. Estas gravuras rupestres, compostas por cruzes, formas geométricas, linhas e covinhas, terão sido gravadas em épocas diferentes desde o Neolítico, há cerca de 5000 anos, e dão um significado místico e religioso a este local. Os símbolos apresentados remetem-nos para o culto do Sol e das estrelas associado aos cultos agrários pré-cristãos, numa época em que o Homem começa a praticar a agricultura e desenvolve um culto ligado à fertilidade. Seria, por isso, um local de rituais, um santuário pré-histórico onde acorreriam os povos da região nas festividades do equinócio e do solstício, o que lhe terá atribuído algumas lendas pela tradição popular. Está classificada pelo Decreto n.º 1/86, DR, I Série, n.º 2, de 3-01-1986.


O Castro de Cabriz, próximo da aldeia homónima, situa-se no outeiro do Alto do Castelo, sobre o rio Póio. Este povoado terá sido ocupado desde a Idade do Cobre, há cerca de 5000 anos. A sua ocupação, no entanto, ter-se-á prolongado pela época Romana, época em que terá ultrapassado as suas muralhas ao longo da encosta Ocidental dando origem ao povoado do Couçadoiro. Este povoado terá sido habitado, pelo menos, até aos primeiros séculos da Idade Média. Testemunhos desta ocupação são os vestígios de cerâmica que ainda se encontram, mas principalmente as notícias de tesouros monetários e artísticos, de épocas romana e altimedieval, destacando-se entre todos pela raridade um arreio de cavalo visigótico. Apesar da destruição que conheceu ao longo das últimas décadas do século XX, são ainda visíveis vestígios de duas das muralhas superiores e algumas estruturas no patamar superior. Está classificado pelo Decreto n.º 29/90, DR, I Série, n.º 163, de 17-07-1990.


O Pelourinho de Cerva é um marco que se preserva da autonomia do antigo concelho de Cerva, composto pelas freguesias de Cerva, Limões e Alvadia, que foi independente até 1853. Trata-se de um pelourinho de estrutura simples, em granito, com uma tipologia que o integra nos pelourinhos de pinha. Apresenta uma base em forma de cubo onde assenta a coluna plana octogonal com bocel. Assente directamente na coluna encontra-se o ábaco, quadrangular, liso, saliente, que após um estrangulamento dá lugar ao remate em forma de pirâmide de base quadrangular. Toda esta estrutura assenta num soco quadrado de um degrau. Na base possui ainda a inscrição “1617 ANOS”, indicando a sua provável construção ou reconstrução, já que remete para mais de cem anos após a atribuição do foral a Cerva, em 1514, por D. Manuel I. Este monumento manteve-se no seu local de implantação original até 1930, junto à antiga Câmara Municipal na Casa de Paço Vedro. Foi depois transferido para o largo do Mercado Paroquial, junto à Capela das Almas e onde desemboca hoje a estrada de Ribeira de Pena. Posteriormente foi desmontado e assim se manteve até 1952, altura em que por iniciativa da Junta de Freguesia volta a ser remontado na localização actual. Está classificado pelo Decreto n.º 23 122, DG, I Série, n.º 231, de 11-10-1933.


O Castro do Lesenho situa-se em pleno planalto Barrosão, na zona mais elevada da freguesia de Canedo. Dividido administrativamente com o concelho de Boticas, este povoado de grandes dimensões apresenta ainda visíveis vestígios das cinco linhas de muralha que possuiu, duas das quais circundantes, e algumas casas circulares. Com ocupação provável ainda na Idade do Cobre, há cerca de 5000 anos, terá sido um grande povoado na Idade do Ferro, há cerca de 3000 anos, e conhecido ainda ocupação na época Romana. Destacam-se as quatro estátuas de guerreiros lusitanos aí encontradas e as obras de restauro que recebeu recentemente. Dada a sua localização, surge identificado no concelho de Boticas, embora uma parte das estruturas se encontre na freguesia de Canedo. Está classificado pelo Decreto n.º 29/90, DR, I Série, n.º 163, de 17-07-1990.


Para saber mais, clique nas imagens.


quarta-feira, 15 de abril de 2020

Museu da Semana 4 - Os Monumentos Nacionais



No concelho de Ribeira de Pena existem vários sítios classificados, mas apenas um ostenta a classificação de Monumento Nacional, a mais elevada categoria de protecção atribuída pelo Estado Português. Trata-se da Ponte de Alvite, ponte de origem medieval, ou talvez Romana, sobre o rio Póio que ainda hoje marca a paisagem com a sua imponência.

 

Vista do talhamar, a montante, e de um dos arcos, a jusante

Na época Medieval, esta ponte servia uma estrada de ligação entre o Vale do Tâmega e Vila Real, por Limões. Possui um tabuleiro assente sobre dois arcos redondos, ligeiramente abatidos, acessível por duas rampas que o ligam às margens. Possui ainda guardas em pedra, contrafortes e um talhamar, a montante, no pilar entre os dois arcos, conferindo-lhe robustez. Num dos parapeitos possui a data 1603, o que indicará uma provável reforma que lhe terá dado a configuração atual.

A Ponte de Alvite na coleção de postais da década de 1920

Juntamente com a Ponte do Lourêdo, entre os Seixinhos e Vinharinho, constitui actualmente o exemplar mais antigo do concelho. Encontra-se classificada pelo Decreto nº 29 604, DG 112 de 16 Maio de 1939, que a identificou erradamente no concelho de Mondim de Basto, erro entretanto detetado uma vez que este rio não entra naquele concelho. A classificação desta ponte ocorreu poucos anos depois das cheias de 1935 que destruíram duas pontes medievais então existentes no Rio Póio. Na época, além da Ponte de Alvite as margens deste rio eram ligadas também pela ponte de Cabriz e pela Ponte Grande de Cerva. Apenas a primeira subsistiu, mantendo-se hoje como elemento monumental que integra os Tesouros de Portugal.

Para saber mais


terça-feira, 14 de abril de 2020

Museu da Semana 4 - Roteiro Tesouros de Ribeira de Pena


Na semana em que se celebra o Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, a ação "Museu da Semana" irá dedicar-se ao Roteiro Tesouros de Ribeira de Pena, que engloba os monumentos classificados no concelho de Ribeira de Pena. Ao longo da semana estes monumentos serão aqui apresentados, levando o visitante numa visita virtual pelo concelho de Ribeira de Pena.

O Dia Internacional dos Monumentos e Sítios foi criado a 18 de Abril de 1982 pelo ICOMOS, Conselho Internacional para os Monumentos e Sítios, e logo aprovado pela UNESCO. Tem por objectivo a sensibilização para a protecção do património cultural e natural, propondo anualmente um tema diferente que oriente as actividades de celebração do património.



A classificação do património em Portugal é regulada pela Lei nº 107/2001, de 8 de Setembro, que define a Lei de Bases do Património Cultural, estando hoje atribuída essa competência à Direcção-Geral do Património Cultural (DGPC). Esta Lei estabelece três tipos de classificação do património, para sua protecção e valorização, com a seguinte ordem de importância:

MN – Monumento Nacional

IIP – Imóvel de Interesse Público

IIM – Imóvel de Interesse Municipal

Todas estas classificações podem ser aplicadas a monumentos, conjuntos ou sítios que constituem os Tesouros de Portugal.

 
Alguns sítios classificados no concelho de Ribeira de Pena
(Gravuras de Lamelas / Ponte de Alvite / Castro do Lesenho / Pelourinho de Cerva)

O concelho de Ribeira de Pena, na fronteira entre o Minho e Trás-os-Montes, caracteriza-se pela riqueza do seu património natural e cultural, não sendo por isso de estranhar a existência de vários locais classificados no seu território. Com o objectivo de divulgar este património e sensibilizar para a importância da sua preservação, o Município de Ribeira de Pena, através do Ecomuseu, organizou o Roteiro Tesouro de Ribeira de Pena. O conjunto de locais que o compõem permite também percorrer a história que caracteriza este território, desde a Pré-história ao Século XX e conduz o visitante num roteiro pelo concelho, contactando com outros pontos de interesse histórico, artístico, imaterial e ambiental que se revelam uma agradável descoberta.

Em cada ficha de visita, o visitante tem acesso a uma descrição do monumento, informações sobre o acesso ao local e sobre outros pontos de interesse nas proximidades. Cada sítio está ainda identificado por um código de barras com as coordenadas GPS, para leitura por meio de smartphone ou tablet. Todos os locais se encontram acessíveis para a visita. Hoje, no entanto, convidamo-lo a visitar os locais, sem sair de casa.

Link para o Roteiro


terça-feira, 23 de abril de 2019

Caminhada do Património - Ponte de Alvite


Para comemorar o Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, que se assinala a 18 de abril, o Município de Ribeira de Pena, através do Ecomuseu, organizou uma Caminhada do Património.

O grupo partiu do Museu do Linho, em Limões, em direção à Ponte de Alvite, ponte medieval que em 2019 celebra 80 anos da sua classificação como Monumento Nacional.

Os participantes da caminhada percorreram a antiga estrada real que ligava o Vale de Cerva a Vila Real, e ficaram a conhecer outros locais de interesse histórico e artístico. O percurso terminou no Museu do Volfrâmio, em Cerva.




terça-feira, 2 de abril de 2019

Caminhada do Património - Inscrições Abertas


Em comemoração do Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, o Ecomuseu de Ribeira de Pena, irá organizar no próximo dia 18 de abril de 2019 uma Caminhada do Património. A caminhada irá ligar o Museu do Linho, em Limões, ao Museu do Volfrâmio, em Cerva, passando pela Ponte de Alvite, ponte medieval que em 2019 celebra 80 anos da sua classificação como Monumento Nacional.

A caminhada irá percorrer a antiga estrada real que ligava o Vale de Cerva a Vila Real, permitindo conhecer outros locais de interesse histórico e artístico ao longo do percurso. Com uma extensão de 4,5 kms, terá início pelas 10h30 e término previsto pelas 12h00.

As inscrições são gratuitas e obrigatórias e deverão ser realizadas até dia 14 de abril.




sexta-feira, 28 de dezembro de 2018

Município de Ribeira de Pena inicia procedimento de classificação do Menir de Alvadia


O Município de Ribeira de Pena solicitou oficialmente a abertura do procedimento de classificação de bens imóveis para o Menir de Alvadia, também conhecido como Pedra d’Anta. Esta iniciativa surge no âmbito do encerramento do Ano Europeu do Património Cultural que decorreu ao longo de 2018 e pretende alertar para a importância da preservação e valorização deste sítio arqueológico tão importante no contexto da Pré-História regional.

A Lei 107/2001, de 8 de setembro, estabelece as bases da política e do regime de proteção e valorização do património cultural e prevê a classificação de bens imóveis pelo Estado na categoria de monumentos, conjuntos ou sítios como de interesse nacional, público ou municipal. A classificação de património é, nestes termos, a mais alta proteção conferida pelo Estado determinando o inestimável valor cultural de um bem que fica abrangido pelas formas de proteção e valorização previstas na Lei. Estas medidas de proteção legais são também válidas para qualquer bem cultural que que seja alvo da abertura de um processo de classificação.

O Menir de Alvadia é um menir de grande dimensão, classificado como possível estátua-menir, localizado nas proximidades da aldeia de Alvadia, numa zona aplanada da Serra do Alvão. Possui mais de 4 metros de comprimento e um conjunto de gravuras rupestres nas faces, caraterísticas que o colocam no patamar cimeiro deste tipo de estruturas megalíticas no contexto da Península Ibérica. O menir encontra-se retirado da sua posição original, estando neste momento o Município a programar o seu futuro restauro e o regresso à posição vertical. Este sítio esteve já em vias de classificação pelo então IGESPAR entre 2007 e 2012, mas o processo caducou por não ter iniciado consulta pública.



segunda-feira, 23 de abril de 2018

Comemoração do Dia Internacional dos Monumentos e Sítios


Em comemoração do Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, o Município de Ribeira de Pena, através do Ecomuseu,  realizou no dia 18 de abril uma visita a locais do Roteiro Tesouros de Ribeira de Pena e outros sítios de especial interesse arqueológico do concelho.

A data foi assinalada com visitas guiadas às Sepulturas Medievais da Póvoa, ao Menir de Alvadia e à Pedra de Favais, envolvendo os alunos do Agrupamento de Escolas de Ribeira de Pena.

Esta iniciativa do Ecomuseu de Ribeira de Pena foi desenvolvida no âmbito do Ano Europeu do Património Cultural.







quinta-feira, 27 de abril de 2017

Caminhada do Património celebra Dia Internacional dos Monumentos e Sítios


Para assinalar o Dia Internacional dos Monumentos e sítios, a Câmara Municipal de Ribeira de Pena e o Ecomuseu organizaram no passado dia 22 de abril uma caminhada comemorativa que percorreu alguns monumentos e locais de interesse histórico do concelho.

A caminhada teve início em Bustelo, de onde os cerca de 25 participantes rumaram aos Moinhos de Bustelo, que celebram dez anos da classificação como conjunto de interesse municipal.
De seguida, os participantes trilharam pela Levada de Ribeira de Pena, no Rio Louredo, até às sepulturas medievais da Póvoa e daí à aldeia do Concelho, onde conheceram o lugar dos antigos Paços do Concelho.
A marcha seguiu pelo Parque de Madragoso até Seixinhos para se comtemplar a vista de todo o vale de Cerva.
Na chegada a Cerva, os caminhantes visitaram a igreja Paroquial de São Pedro para conhecer os elementos artísticos que ostenta.
A caminhada terminou no Pelourinho de Cerva que celebra este ano 400 anos da sua construção.

O Dia Internacional dos Monumentos e Sítios foi instituído a 18 de abril de 1982 pelo Conselho Internacional dos Monumentos e Sítios (ICOMOS) e aprovado pela UNESCO em 1983.
Esta iniciativa teve como objetivos promover os monumentos e sítios históricos de Ribeira de Pena e valorizar o património local.









segunda-feira, 17 de abril de 2017

Caminhada do Património - Últimos dias de inscrições


Estão a decorrer os últimos dias para inscrição na Caminhada do Património, no próximo dia 22 de abril em Ribeira de Pena. Esta caminhada realiza-se em celebração do Dia Internacional dos Monumentos e Sítios e liga os Moinhos de Bustelo ao Pelourinho de Cerva, passando por outros locais de elevado interesse histórico que serão alvo de visita guiada.
Aos participantes será permitido mergulhar nas origens do concelho de Ribeira de Pena e conhecer algumas das suas histórias mais inéditas.

As inscrições podem ser realizadas Online ou na Casa da Cultura-Museu da Escola até dia 20 de abril.


Conheça aqui os pormenores da caminhada!

Contactos



quarta-feira, 29 de março de 2017

Caminhada do Património - inscrições abertas


Em celebração do Dia Internacional dos Monumentos e Sítios o Município de Ribeira de Pena, através do Ecomuseu, vai realizar no dia 22 de abril de 2017 uma caminhada pelo património ribeirapenense, ligando o Conjunto de Moinhos de Bustelo, que celebram 10 anos da classificação como Conjunto de Interesse Municipal, ao Pelourinho de Cerva, Imóvel de Interesse Público que celebra 400 anos da sua construção.
A caminhada com cerca de 12 km de extensão passa por outros locais de interesse histórico que percorrem as origens do concelho de Ribeira de Pena e serão alvo de visita guiada.
As inscrições podem ser efetuadas na Casa da Cultura-Museu da Escola ou online, através do link abaixo.








sexta-feira, 15 de abril de 2016

Dia Internacional dos Monumentos e Sítios


No próximo dia 18 de abril celebra-se o Dia Internacional dos Monumentos e Sítios. No ano em que se assinalam 30 anos da classificação da Estação de Arte Rupestre de Lamelas como Imóvel de Interesse Público, o Ecomuseu de Ribeira de Pena convida à visita deste sítio milenar, tão próximo da sede do concelho e tão importante no seio do património regional.

O Roteiro Tesouros de Ribeira de Pena tem uma ficha de visita dedicada a este sítio, com indicação georreferenciada da localização para fácil acesso.

terça-feira, 21 de abril de 2015

Comemoração do Dia Internacional dos Monumentos e Sítios

Realizou-se no passado dia 18 de Abril a Caminhada ao Castro do Lesenho, em comemoração do Dia Internacional dos Monumentos e Sítios.

As cerca de duas dezenas de participantes tiveram a oportunidade de conhecer a história e evolução deste povoado pré-histórico bem como outros pontos de interesse nas proximidades que lhes permitiram compreender o desenvolvimento e actualidade do território. Além da celebração da preservação do património cultural, a actividade permitiu ainda celebrar os 25 anos da classificação deste povoado como Sítio de Interesse Público, que o integra entre os “Tesouros de Portugal”. No limite do concelho de Ribeira de Pena com o de Boticas, o Castro do Lesenho é um enorme povoado pré-histórico cujas ruínas permitem compreender a ocupação humana desta região, onde constituiu o maior povoado da Antiguidade. 

Esta actividade foi organizada pelo Município de Ribeira de Pena através do Ecomuseu e com o apoio da Associação Basto Move.Te.

As fotos do evento:















sexta-feira, 27 de março de 2015

Dia Internacional dos Monumentos e Sítios



No ano em que se celebram 25 anos da classificação dos Castros de Cabriz e do Lesenho como Sítios de Interesse Público, o Ecomuseu de Ribeira de Pena e a Associação Basto Move.Te vão comemorar o Dia Internacional dos Monumentos e Sítios com uma Caminhada ao Castro do Lesenho.
Com saída de Penalonga, o percurso subirá até ao monte do Lesenho, um dos pontos mais elevados do concelho e um miradouro natural soberbo sobre toda a região. Aos visitantes será permitido conhecer as ruínas do antigo povoado, a sua história e evolução e outros pontos de interesse ao longo do percurso.

Inscrições no Museu da Venda Nova ou pelos contactos do Ecomuseu de Ribeira de Pena.

Mais informações sobre o percurso aqui.



quinta-feira, 3 de abril de 2014

Ecomuseu comemora Dia Internacional dos Monumentos e Sítios




No próximo dia 12 de Abril,  o Ecomuseu de Ribeira de Pena vai celebrar o Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, este ano sob o tema “Lugares de Memória” definido pela Direcção-Geral do Património Cultural e pelo ICOMOS. 
De modo a promover o património ribeirapenense, será realizada durante a manhã uma visita guiada ao Roteiro “Tesouros de Ribeira de Pena”, que percorre os sítios classificados como monumentos nacionais e municipais no concelho. 
As inscrições podem ser feitas no Museu da Venda Nova ou junto do Gabinete Técnico do Ecomuseu, na Câmara Municipal.

Programa

Contactos



quarta-feira, 24 de abril de 2013

Roteiro Tesouros de Ribeira de Pena disponível



O Roteiro Tesouros de Ribeira de Pena, lançado pelo Ecomuseu de Ribeira de Pena no Dia Internacional dos Monumentos e Sítios 2013, já se encontra disponível, em formato digital, na página do Município de Ribeira de Pena e no blog do Ecomuseu. É, desta forma, possível a visita autónoma do roteiro por qualquer pessoa, bastando para tal seguir as indicações ou as coordenadas GPS que constam na ficha de visita de cada local. O Ecomuseu proporciona ainda visitas guiadas mediante marcação prévia.
O próximo passo será a sinalização adequada dos locais, pela colocação de painéis interpretativos junto dos sítios e de algumas placas orientadoras que estão em falta nos caminhos de acesso.

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Dia Internacional dos Monumentos e Sítios

No próximo dia 18 de Abril, data em que se celebra o Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, o Ecomuseu Municipal de Ribeira de Pena irá realizar a apresentação pública do Roteiro “Tesouros de Ribeira de Pena”, um roteiro pelo património classificado como monumento nacional ou de interesse municipal no concelho de Ribeira de Pena.
Com este roteiro, o Ecomuseu pretende divulgar a riqueza patrimonial ribeirapenense com base naqueles que são os seus maiores tesouros da arqueologia e arquitectura, mas também sensibilizar para importância da sua preservação enquanto elementos de valor cultural nacional e local.
Em resposta ao desafio “Património + Educação = Identidade”, proposto pelo ICOMOS, o Ecomuseu disponibiliza assim uma ferramenta educativa importante com base no património cultural do concelho de Ribeira de Pena, que ficará depois disponível em formato digital na sua página online.
Para além de alargar a oferta cultural do concelho, este roteiro visa também assinalar os 100 anos da construção da Ponte de Arame, um dos elementos icónicos do património arquitectónico ribeirapenense.
O programa inclui uma apresentação pública a que se seguirá a visita guiada pelo roteiro, inaugurando assim esta nova oferta disponível na agenda do Ecomuseu.
As inscrições podem ser feitas na Câmara Municipal de Ribeira de Pena ou através do e-mail ecomuseu@cm-rpena.pt.

PROGRAMA